Vou arriscar, colocar sal na ferida de muita gente, pimenta na mente de muitos que acreditam serem os reis da verdade. Ao menos que tu sejas uma pessoa completamente sem preconceitos, ou para melhor entendimento, pré-conceitos, alguém que aceite completamente as diferenças sem a mínima pontada de julgamento, que segue só o coração, ou a razão como preferir, de si mesmo sem a influência dos outros, que não é da sociedade, alguém que eu ainda não conheço e nem imagino que já tenha nascido. Para alguns esse será um texto normal, de um assunto meio polêmico, mas natural, que apenas expressa uma opinião, sem ofender, somente um conceito escrita à toa, ou não tão à toa assim. E seria desse jeito que queria que vocês o lessem, todos vocês, o que infelizmente julgo ser impossível. Entendam que é um texto que mostra a minha opinião, os meus pensamentos, o momento em que me permito ajuizar e mostrar um próprio ponto de vista. Acredito que é da natureza do ser humano o julgamento, mas o que não concordo é quando é feito sem fundamento, sem conhecimento, cego pela insanidade e pelo achismo. Não pedirei desculpas nem permissão por e para esse texto, pois acredito e defendo que a mente é livre para pensar e livre para dizer, desde que bem baseada anteriormente, por isso há o trabalho de pesquisa e estudos, e é agora que eu digo.
Mesmo nós estando no século XXI, o homossexualismo ainda é visto por muitos de nós como algo impuro, contra a natureza, e o pior, como algum pecado, alguma ofensa a Deus. Pergunto-me, como que um ato que vem do coração, que está repleto de carinho e de paixão, pode ser taxado de tão horrível? Qual é a diferença tão abominável que vocês tentam apontar numa relação de amor, de carinho, de sexo, de entrega, entre o mesmo sexo? Dizem que o problema está ai, nessa pequena palavra, “mesmo”. Porém penso agora se só é certo falar pela relação científica, e não pela mental. Cada pessoa é única, nunca seremos o mesmo de alguém, muito menos o mesmo de nós, estamos em constante mutação e evolução. Se colocássemos a mente da sua pessoa amada num corpo de igual sexo que o seu, duvido muito que isso mudaria o seu sentimento para com ela, de que você se recusaria a ama-la por ela ser apenas em aspecto “igual” a você. Então por que julgamos aqueles que acham o amor de uma forma que é predicada pela sociedade, como diferente? É um gosto como todos os outros, é uma forma de amar como todas as outras, é um desejo como todos os outros, são pessoas como todas as outras! Devemos a elas o respeito que devemos a todos, porque elas estão como nós no todo! Não entendo como que depois de tanta luta por direitos de liberdade, depois de tanto desenvolvimento, de quebras de tabus, esse ainda continue sendo um tormento, algo ridicularizado e visto como pecaminoso. Ora gente, por favor, ponham a mão na consciência! Pensem no tempo em que estamos, onde existimos, aonde já chegamos, olha o que estamos trilhando, por onde vivemos, o que estamos preparando para o futuro, tudo pelo que já passamos, por que ainda insistimos em continuar com um julgamento ultrapassado e sem embasamento?
Flávia Fernanda Weber de Souza
Tweet