segunda-feira, 2 de maio de 2011

Ainda?


Vou arriscar, colocar sal na ferida de muita gente, pimenta na mente de muitos que acreditam serem os reis da verdade. Ao menos que tu sejas uma pessoa completamente sem preconceitos, ou para melhor entendimento, pré-conceitos, alguém que aceite completamente as diferenças sem a mínima pontada de julgamento, que segue só o coração, ou a razão como preferir, de si mesmo sem a influência dos outros, que não é da sociedade, alguém que eu ainda não conheço e nem imagino que já tenha nascido. Para alguns esse será um texto normal, de um assunto meio polêmico, mas natural, que apenas expressa uma opinião, sem ofender, somente um conceito escrita à toa, ou não tão à toa assim. E seria desse jeito que queria que vocês o lessem, todos vocês, o que infelizmente julgo ser impossível. Entendam que é um texto que mostra a minha opinião, os meus pensamentos, o momento em que me permito ajuizar e mostrar um próprio ponto de vista. Acredito que é da natureza do ser humano o julgamento, mas o que não concordo é quando é feito sem fundamento, sem conhecimento, cego pela insanidade e pelo achismo. Não pedirei desculpas nem permissão por e para esse texto, pois acredito e defendo que a mente é livre para pensar e livre para dizer, desde que bem baseada anteriormente, por isso há o trabalho de pesquisa e estudos, e é agora que eu digo.
                Mesmo nós estando no século XXI, o homossexualismo ainda é visto por muitos de nós como algo impuro, contra a natureza, e o pior, como algum pecado, alguma ofensa a Deus. Pergunto-me, como que um ato que vem do coração, que está repleto de carinho e de paixão, pode ser taxado de tão horrível? Qual é a diferença tão abominável que vocês tentam apontar numa relação de amor, de carinho, de sexo, de entrega, entre o mesmo sexo? Dizem que o problema está ai, nessa pequena palavra, “mesmo”. Porém penso agora se só é certo falar pela relação científica, e não pela mental. Cada pessoa é única, nunca seremos o mesmo de alguém, muito menos o mesmo de nós, estamos em constante mutação e evolução. Se colocássemos a mente da sua pessoa amada num corpo de igual sexo que o seu, duvido muito que isso mudaria o seu sentimento para com ela, de que você se recusaria a ama-la por ela ser apenas em aspecto “igual” a você. Então por que julgamos aqueles que acham o amor de uma forma que é predicada pela sociedade, como diferente? É um gosto como todos os outros, é uma forma de amar como todas as outras, é um desejo como todos os outros, são pessoas como todas as outras! Devemos a elas o respeito que devemos a todos, porque elas estão como nós no todo! Não entendo como que depois de tanta luta por direitos de liberdade, depois de tanto desenvolvimento, de quebras de tabus, esse ainda continue sendo um tormento, algo ridicularizado e visto como pecaminoso. Ora gente, por favor, ponham a mão na consciência! Pensem no tempo em que estamos, onde existimos, aonde já chegamos, olha o que estamos trilhando, por onde vivemos, o que estamos preparando para o futuro, tudo pelo que já passamos, por que ainda insistimos em continuar com um julgamento ultrapassado e sem embasamento?

Flávia Fernanda Weber de Souza

segunda-feira, 14 de março de 2011

Braços Seus


Não foi a primeira vez que eu dormi encostada na parede imaginando que ela era você, mas a gélida sensação que me passava era tão diferente do calor que sentia aos seus braços. Aqueles que tanto me aconchegaram junto a ti, me acudiram quando eu mais precisava e me chacoalharam para vida, que tantas vezes me alcançaram antes de eu me perder, que em incontáveis momentos foram a solução para tudo, aqueles que me protegem de tudo que possa ser ruim, os que fazem com que a imaginação pareça realista, que me fizeram enxergar outros lados de tudo, lados mais bonitos e felizes, aqueles braços nos quais eu tanto choro e riu, onde eu posso ganhar o mundo em um minuto, a paz em um segundo, o amor em um milésimo, nos quais eu me encontro quando quero e onde mais me perco, os braços que antes não eram necessários, eram apenas uma utopia para uma maneira de acabar com um tal vazio, vazio esse que com eles é mais que preenchido, é inundado, braços esses que se parecem tanto com o de um protetor como o de um ladrão, como o de um libertino e de um pacifista, aqueles no qual mesmo quando frágeis me fazem sentir mais forte, que conseguem possibilitar o misto de um mulher com uma menina, os mesmo braços que me puxam para ti em seu prazer, aqueles que me procuram quando tu precisas ou meramente me quer, aqueles braços que eu tanto ansiei, aqueles em qual me encaixo perfeitamente, com que muitas vezes eu sonho, eu desejo, eu preciso e eu amo.
                Não mais que o seu possessor, o homem que dá a possibilidade e o poder para que tudo isso aconteça, o homem que é importante além de seus braços, e como à eles, com o qual eu sonho, eu desejo, eu preciso e eu amo.

Flávia Fernanda Weber de Souza

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Texto do Allex

Oii! Lembrei-me desse texto hoje de manhã, é de um amigo meu, que me mandou sem dizer absolutamente nada sobre para quem ele tinha escrito, detalhe que depois disso ele falou que gostava muito de uma tal guria, hmmm, nem sei então né! O amor é lindo, gente!! É simplesmente tão fofo, fala de uma situação e um sentimento tão básico e real, mas que é incrível e às vezes consegue ser tanto maravilhoso quanto doloroso. Mas então gente, espero que gostem e, por favor, é só "seguir" ali do lado e se gostarem é só comentar ali embaixo! Beijos  e bom final de semana ( finalmente chegou!! ) 

Não sei por que  isso está acontecendo direto comigo, principalmente quando toco no violão aquela nossa musica.
Depois que você se mudou meu dia ficou vazio e minha rotina não é mais a mesma! Seu sorriso faz uma falta, que ninguém mais pode sentir, e sua voz, a música perfeita para meus ouvidos. Não vejo a hora de agarrar a sua mão e te levar a um lugar onde só fique você e eu, e meu violão, na escuridão da noite a baixo de um foco de luz, tocaria a nossa musica, olhando dentro de seus olhos, perguntaria então:
Namora comigo?
Ficaria mudo olhando para seus olhos, trêmulo segurando suas mãos delicadas, e suando gelado, acariciaria sua pele macia.
Nunca conheci ninguém tão perfeita assim como você, e não é apenas beleza, e sim esse seu jeitinho meigo, e perigoso que há escondido dentro de ti. 

Allex Fernando Vissoci

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Por que do porquê


Oi, pra variar um pouquinho comecei a escrever esse texto com um assunto completamente diferente, nesse caso era o “querer da vida” (não tem quase nada a ver), e tive que apagar o começo, é claro. Não sei por que veio tudo isso agora,  acho que está subindo um pouco uma rebeldia, ou não né?! Beijos para todos, abraços também ( estou pensando seriamente naquela campanha “abraço grátis” , adorei isso) e bom proveito, espero que tirem disso algo para uso de vocês. Comentem a vontade e se gostar é só seguir!

Por que do porquê

Não consigo acreditar totalmente em algo que não compreendo, que não sei o começo, ou o significado, que não sei por que inventaram, o seu motivo de existir, como se estivesse ali só por estar, algo que é predito para mim como sempre certo. Pode achar o que quiser, que é falta de merecer, falta de crer, perseverança, virtudes e blá blá blá. No entanto não me parece tão errado querer saber o porquê disso ou daquilo. É tão sem sentido uma coisa ser assim porque ela sempre foi assim, porque dizem que ela é, porque meramente TEM sem saber o que é esse “ter”. Sempre há mudanças (criações, destruições e afins), por motivos variados, há a mudança apenas porque algo não se encaixava mais, então tem um por que. Portanto por que insistem em dizer um discurso enorme sobre algo que no final quando pergunto o porquê que aquilo é daquele jeito, simplesmente respondem “porquê é”. Dane-se com esse “porquê é”, eu preciso mais do que isso, preciso de respostas! O ser humano procurar por sentidos, por motivos, por dizeres que tenham alguma causa. Não tentem em iludir com coisas que nossos antecedentes disseram que pra eles faziam sentido e por isso devem fazer para nós, que por que aquilo funcionava tão bem antes, então agora também tem que funcionar, por que antes tinha um pretexto, portanto agora também terá. Acordem! Pessoas mudam, as coisas mudam, a vida muda, o que passamos hoje não foi o que os outros passaram antes, podemos ter evoluído e alguns casos até mesmo retrocedidos, mas no final puramente não somos mais o mesmo. Então por que iriamos aceitar as mesmas palavras, acreditar nos mesmos discursos, ouvir tão atentamente como antigamente, lutar pelo de antes, se o de antes agora não é mais para nós? Mudamos, por favor, encaremos os fatos, nossos pensamentos não são iguais, então não tem por que se forçar a acreditar no de sempre, tentem se quiserem, mas tentem também acompanharem as mudanças de si mesmos, ou melhor: tentem estar á frente delas!

Flávia Fernanda Weber de Souza

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Poucos de todos


Oi! (está ficando difícil encontrar sinônimos para galera, pessoal, gente ... o word não está me ajudando tanto assim) Faz um tempinho que percebi que fazia muito tempo que eu não escrevia poesia, mas muito tempo mesmo! No entanto, quando eu pensei em escrever, isso na semana passada, simplesmente não veio, fiquei quase a noite inteira pensando em assuntos, sentada na minha cama, regada à várias xícaras de café, e mesmo com o barulho da chuva caindo e a vontade de escrever, o negócio simplesmente não vinha. Chamo de negócio porque não é inspiração, não é querer escrever, é simplesmente vir, as palavras fluírem, sem ter que pensar no que escrever ou o que, é o procurar de uma folha por que precisava colocar as palavras para fora. E numa noite dessas, eu morrendo de sono, tive que levantar da cama, que estava tão quentinha e convidativa, e ligar o computador ( á nem vem que não tinha como acender  luz, procurar por lápis e caderno no estado que eu estava) e escrever  e mesmo não sabendo se são as palavras certas ou se o que digo faz sentido para alguém além de mim, apenas escrevi e agora peço opinião, gosto de saber o que isso, as letras, falou para os outros.

Foi inocente, certo e belo
Sem pedir de mais, foi sincero
Paixão desinibida de carinho
De primeira vista,
Do instante de uma hora

Uma demonstração de poder
De realizar sonhos e quereres
Simples e naturais
Como ilusórios e estranhos

Tão visível e provável a todos
Tão feito por poucos
Dizem esses como escolhidos
Abençoados e dignos
Digo como credores e sonhadores

Flávia Fernanda Weber de Souza

Obrigada, beijos para todos, boa semana! E como sempre, por favor, comentem e se gostarem sigam a o blog!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Do passado, não para o meu futuro

Oi galera! Então... Admito que estava com preguiça para escrever algo para hoje e recorri a um texto que há tempos estava no meu computador, se não me engano faz mais de um ano que escrevi, e é ótimo ver que faz sentido para tantas pessoas como para mim. Quando o escrevi imaginei alguém, independente se era homem ou mulher, num caso de realização, que é quando percebemos que somos bem melhores sem uma pessoa que antes acreditávamos ser o nosso todo e sei que tal situação a maioria já passou ou vai passar. Então, boa leitura, comentário e "seguir" a disposição de todos, beijos e bom final de semana!

Algo que é do passado e não para o meu futuro

Nunca me senti tão bem como agora, ao perceber que sou mais feliz sem você. Ao perceber que eu me sinto livre, eu mesma, depois de não estar mais contigo.  Foi bom enquanto durou claro que foi, mas é tão melhor agora que acabou, agora que eu não me preocupo mais em ser alguém que nunca fui de verdade, agora que não estou atrás de uma máscara que era de sua preferência, ou assim eu pensava, agora eu realmente percebi que estou viva. Dentro de mim vem uma vontade imensa de gritar, de dizer pra todo mundo, porém principalmente para mim: sem você sou eu de verdade!
Meu deus, como eu gostei de ti! Percebi isso só depois que terminou tudo, mas quer saber?! Não me importo mais de tu não ter sentido o mesmo que eu, não me importo com o que tu fizeste naquela época e o que faz agora, não me importo com o que tu pensaste e pensa de mim, não me importo mais com a tua vida.  Desejo-lhe, como para todas as outras pessoas, que tu sejas muito feliz! Mas não desejo mais o de antes, não desejo mais que tu voltes para dentro da minha vida, não desejo mais que eu possa voltar no tempo e talvez fazer com que tivéssemos continuados juntos, não desejo mais que tu pense em mim, nem mesmo que eu tenho feito algo de importante para a sua vida. Não me importo mais de ter sido nada além de um passatempo, uma aventura. Eu sei que eu aproveitei aquilo, talvez não tenha feito tudo que eu queria, na verdade tenho certeza que não, mas isso me fez aprender a não me arrepender do que faço, mas sim do que não faço, me fez entender que eu tenho que viver, e se naquela hora o meu julgamento era aquele então que fosse, agora não é mais, eu faria diferente, mas eu não quero tudo de novo. Se acontecer de nós ficarmos juntos novamente, nosso que bom, tanto faz! Eu sei que serei eu mesma, exatamente do jeito que eu sou, sem ter que ficar me regulando, e se tu vai gostar ou não disso, estou pouco me importando. Aquelas lembranças que antes me atormentavam agora simplesmente fazem parte da minha história, lembrarei com carinho delas, mas não quererei que elas façam parte do meu futuro.
Não guardo mágoas de você, não guardo paixão, não guardo desejo, só tenho que lhe agradecer, mesmo que talvez tu tenhas me magoado, tudo bem, serviu para eu aprender. 
Obrigada 

Flávia Fernanda Weber de Souza